quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Hoje pela manhã minha mãe e eu saímos Taguatinga afora com 15 refrigerantes e 15 sanduíches nas mãos. Fomos distribuí-los para quinze pessoas sem ceia.

Rodamos um bom pedaço de Taguatinga Norte e encontramos apenas uma pessoa que realmente aparentava precisar do lanche. O senhor aceitou de bom grado e, sem eu falar nada, desejou-me feliz Natal.

Com quatorze lanches nas mãos, seguimos para uma área vazia próxima aos fundos de um supermercado no Pistão Sul. Lá encontramos duas famílias.

O que mais me chamou a atenção foi o cheiro. Havia estrume de vaca por todos os lados. Odor de lixo, de podridão, de inferno.

Abordamos a primeira família. A família nos abordou. Um menino nos abordou. Não tinha mais do que quatro anos. Ou tinha e não pôde desenvolver-se mais. O rapazinho estava feliz, sorridente. Correu até nós, passinhos curtos.

Como uma criança que aguarda a tão sonhada bola de futebol com a assinatura do Ronaldinho. Quem sabe o carrinho que vira robô, vira avião, vira irmão caçula. Vira um pão de padaria com presunto, queijo, alface e tomate. Mais um refrigerante de laranja.

Eu segurava o gaseificado, minha mãe, os sanduíches. O menino olhava para um, para outro, sem saber qual pegar, como se tivesse que escolher.

Os demais agradeceram, claro. Mas eram mais velhos, calejados de natais com fome, mal podiam esboçar reação. Não conseguiam.

Levamos o restante do lanche para a segunda família. Não foi necessário descer. Quando paramos o carro próximo da... da... casa (?), vieram ao nosso encontro. Mocinhas. Uma delas sorria um sorriso com poucos dentes. Mal entreguei a comida, elas a levaram. Outra menina debateu as mãos no interior do carro, à espera de mais. Como uma presidiária atrás de grades, encarcerada naquele terreno enorme, vazio, sem grade, sem parede, sem teto. Sem lar.

E eu livre dentro de um carro.

Depois percebemos haver uma terceira família. Uma mulher reclamava de que não havia mais nada pra ela.

Neste instante, um homem, sozinho, estacionou onde estávamos segundos atrás. Mãos vazias. Ele foi conversar com aquelas pessoas. Minha mãe comentou comigo: “às vezes, para essa gente uma conversa é um presente maior”.

[Frase] João Pereira Coutinho, português, colunista da Folha Online

“(...) desejo um Natal feliz. Brindemos juntos em nome dos ausentes. Mas brindemos, sobretudo, em nome dos presentes. São eles que um dia brindarão por nós.”

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

[Futebol] Parabéns para o Rio de Janeiro

O Flamengo prepara um ótimo time para 2008 com Bruno do Galo, Fábio Luciano, Rodrigo do São Paulo, Íbson, Gavilán, Renato Augusto. Agora Jônatas. Maxi é um jogador bom para os padrões sul-americanos. Só não pode achar que o Leonardo Moura jogue mais que uma azeitona.

Quanto ao Fluminense, muito bem também. Washington e Fabinho são excelentes. Mais Thiago Silva, Neves e Arouca. Só não pode achar que o Dodô jogue mais que uma topeira.

Só gostaria de saber de onde vem tanto dinheiro.

PS: Adriano é trinta vezes melhor que o Crespo, 58 melhor que o Ibraimovich, 125 melhor que o Suazo e 243 melhor que o Júlio Cruz. A Inter não pode achar que o Roberto Mancini saiba mais de futebol do que a rede do penta que o São Paulo vende.

[Fim do ano] No começo elas acham estranho, depois acostumam. Depois nem nos vemos mais

Da Folha Online, sobre declaração do presidente do Senado, Garibalde Alves (PMDB-AL):

“Garibaldi disse que fez um 'apelo' aos senadores que vão passar o Natal em Brasília para que compareçam à Casa na segunda-feira. 'Espero que a imprensa compreenda que não seria fácil nem agradável trazer aqui senadores na véspera do Natal. O que as famílias de vocês diriam se vocês fossem obrigados a ficar aqui na véspera, caso vocês morassem longe como nós moramos longe de casa?', questionou.”

Caro presidente do Congresso Nacional Brasileiro,

saiba a Vossa Excelência que jornalistas, e muitos outros profissionais, trabalham no Natal, virada do ano, no próprio aniversário, no aniversário da mãe e no dia trinta de fevereiro. Tudo isso com treze salários.

Obrigado.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

[Ficção] Deus deveria cobrar

Se Walcyr Carrasco plagiou um livro de Shirley Costa porque na novela há personagens semelhantes, vai haver uma onda de acusações contra todas as novelas anteriores da Globo.

Se Carrasco copiou a poção na bebida, o autor de Branca de Neve deve correr pelos seus direitos. A idéia não é a mesma da maçã envenenada? E quantos filmes, seriados e tudo o mais não tiveram a mesma idéia?

Arthur Conan Doyle, então, deveria processar Agatha Christie, ou o contrário? Deveriam ser processados por Shakespeare? Todas as histórias de assassinato são cópias da saga bíblica de Caim e Abel?

Nada se cria, tudo se plagia, ninguém vai reinventar a roda e um bom enredo de ficção.

[Política] A mesmice

Na festa dos funcionários da Presidência da República, o presidente Lula, mais uma vez, disse que muitos acreditam que o país não vai dar certo, que muitos querem que não dê certo.

Chute os candidatos mais cotados para a prefeitura de São Paulo, segundo o Ibope. Marta Suplicy, Geraldo Alkimin, o atual ocupante do cargo e o interminável e insumível Paulo Maluf.

Só falta saber a qual cargo Joaquim Roriz vai se candidatar em 2010 pelo DF. Lembremos que serão duas vagas para senador. E ele pode concorrer ao governo distrital.

Virem o disco, mudem o CD, baixem outro MP3.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

[Relacionamentos] Gê três e a tecnologia das vassouras

Pra que diabos alguém vai querer um telefone celular com banda larga e vídeo-conferência?

Por que o brasileiro passa horas no Orkut?

Por que numa repartição as pessoas ligam umas para as outras mesmo lotadas no mesmo andar?

Por que não valorizamos a visita, o contato pessoal?

Por que tantas vassouras de ponta-cabeça atrás da porta?

[Imprensa] É, amigo...

Galvão Bueno renovou contrato com a Globo até 2014. Vai cobrir a copa no Brasil.

Se alguém souber o por quê do prestígio desse cidadão, por favor, informe a esta Cova.

PS: Pior para o Arnaldo César Coelho.

[Diplomacia] Sou louco por você, Brasil

Primeiro, o caso dos músicos cubanos que preferem ficar no Brasil.

Depois, a filha de Fidel Castro mete o pau no regime comunista, onde há racionamento de comida.

Sem falar do artigo do português João Pereira Coutinho, na Folha Online. Leia: http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/joaopereiracoutinho/ult2707u348494.shtml.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

[Futebol!] Uma rainha para o reinado

(O primeiro título que pensei para esta postagem foi “Rei de copas”, mas imaginei que, em algum lugar do mundo, alguém o usaria. Então, planejei “Os melhores do mundo”, mas acabei de vê-lo no blog de André Rocha, Futebol&Arte, o qual recomendo. Obrigado pela atenção, a postagem começa abaixo.)

Dentre os piores centroavantes do mundo, Filippo Inzagui é o melhor (faz gol e pronto).

Dentre os piores técnicos do mundo, Carlo Ancelotti é o melhor (muito bom mesmo!).

Dentre os jogadores com mais de 35 anos, Paolo Maldini é o melhor (desculpe-me, Romário).

Dentre todos os jogadores, Kaká é o melhor, disparado, independentemente da eleição da Fifa.

O Milan era o melhor time do mundo até domingo quando acabou o Mundial de Clubes. Agora passa o posto para o Manchester United. Acabou para essa geração.

Os rossoneri precisam, PELO MENOS, de um goleiro, dois zagueiros e um atacante, todos de ponta. Alexandre, o Pato, não é a solução imediata do ataque, precisa de tempo. Kaká precisou.

Por que não contratar a Marta?

[O Furor] Há mais, meu amigo

Vítor Noronha Matos (qual dos sobrenomes será usado em 2008?), autor do excelente O Furor, publicou certa vez que não falta mais nada para o Brasil. Temos uma maravilha do mundo, terremoto, santo. Rios de petróleo, presidente operário liberal metamórfico.

O referido blog apenas ressalta a inexistência de neve em Brasília. Mas o Natal tá aí, quem sabe?

Porém, hoje fui surpreendido. Há algo mais, inquietante, sorrateiro e oportunista.

Há um pardal na L3.

[Imprensa] É caro, mas vale a pena

Os principais jornais do país (que rima!) publicaram que o presidente Lula desautorizou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Jornais são empresas privadas, publicam o que querem. Mesmo sem alterar a fala de alguém, mudam os dizeres com o discurso indireto.

É o preço a se pagar pela liberdade de imprensa.

sábado, 15 de dezembro de 2007

O pulo do gato

Artúrio Matim prefere jogar

Bela, sem dúvida. O velho não era mais um símbolo sexual, não tinha o vigor de outros tempos, mas volta-e-meia dava os seus pulos. Tinha dinheiro suficiente para comprar qualquer casamento, com qualquer mulher. Poderia alugar as prostitutas mais luxuosas.

Porém, ele se recusava. Considerava um fracasso pessoal precisar de dinheiro para ocupar a enorme cama do seu quarto. E era muito mais divertido o jogo da conquista. Como não revelava o seu status social, como não gastava fortunas com presentes, Matim garantia que o interesse feminino era sua lábia e sua experiência.

Um metro e setenta, cabelos negros sobre o travesseiro. A moça estava deitada de lado, as costas viradas para ele. Nua. O lençol cobria o quadril, de forma que não se via o íntimo dela. Matim preferia assim. Sem vulgaridade, algo misterioso a ser descoberto, explorado. Ela dormia profundamente.

Sete da manhã.

As bengalas estavam todas escondidas, ele não gostava de demonstrar fraqueza. Ela era uma pequena e promissora empresária. Conheceram-se numa boate tradicional da cidade. Matim oferecera uma bebida, apenas como cavalheirismo e decidiu cortejá-la porque ela recusou. Admirava a independência feminina.

Entretanto, fazia questão de levar as mulheres no seu carro (sem motorista) e de pagar hotéis (não motéis). Achava que era obrigação. Desta vez, para a surpresa dele próprio, levou a empresária para a mansão. Ela era interessante, entendia do assunto e gostou das horas com Matim. Ele nunca pergunta se elas gostaram, percebia a reação delas, o prazer no rosto.

Deu ordens à empregada que servisse, no quarto, um belo café da manhã e que o motorista levasse a moça para onde ela desejasse. Não queria mais vê-la.

Trancou-se no escritório, sacou a bengala específica para o cômodo e planejou o próximo golpe.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

[Futebol?] Mérito

O Corinthians cai e os empresários dos jogadores exigem aumento de salário.

Se os atletas não se pronunciarem na imprensa, vão ficar com fama de mercenário.

[Legislação] Debilidade

O Ministério Público, representante do cidadão perante a (falta de) Justiça, propôs a Sílvio Pereira, ex-secretário do Partido dos Trabalhadores, um acordo devido ao suposto envolvimento do secretário no mensalão. Para suspender a acusação de FORMAÇÃO DE QUADRILHA, o MP quer que Pereira preste serviços à comunidade.

Enquanto isso, no Pará, uma menor é mantida ENCARCERADA com vinte homens por acusação de furto. Fora as agressões, humilhações, abusos sexuais e as confortantes palavras do ex-delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, que disse ser a menina débil mental.

Débeis são as instituições deste país.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

[Diplomacia] Trote solidário

- White House, Dolling, good morning.

- Olá, Dolling, bom dia. Gostaria de falar com o presidente dos Estados Unidos.

Silêncio.

- With who I talk, mister...

- Silva. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil. Mas não precisamos de formalidades, não é mesmo?

- Ah... Hum... Mr. President, don't you have the personnal phone number of the president Bush?

- Sim, sim, eu devo tê-lo anotado em algum lugar. Mas eu sou brasileiro, minha filha, não sou metódico como um japonês. O Bush tá ocupado?

- Hum... A little bit, Mr. President - silêncio. - How did you get this number, sir?

Silêncio.

- Ah, tá bom, antes que a CIA bata na minha porta, vou abrir o jogo. Sou um adolescente – risos. - Vi o carinha islandês que agendou uma reunião com o Bush, achei a idéia legal. Na verdade, eu queria bater um papo com ele.

- About what? Global warming? Amazonia? FMI? Iraq?

- Não, não, isso todo mundo faz, não preciso pedir. É que eu fiquei sabendo de um... Como vocês chamam mesmo? Turkey. Ele salvou um turkey um dia desses no Dia de Ações de Graça, né.

- Right.

- Gostaria de pedir pra ele salvar algumas coisas por aqui, já que ele é o presidente do mundo.

- Sorry, but...

- País emergente, sabe como é, né? Então, ele podia ajudar um povo necessitado. Não que nós não temos dinheiro, mas se por aí tem desvio de verba, imagine aqui. Aí ele podia matar dar um presentinho de natal prum povo que não tem nada, sabe. Ele tem tanta coisa.

- Honey...

- Natal chegando, seria legal, quem sabe não ajuda ele nas eleições ano que vem? Sabia que uma bala de fuzil vale o mesmo que um cigarro de maconha? Imagine quantos brinquedos isso não dá!

- Ok, guy. I wrote your... sugestion.

- Obrigado, obrigado mesmo... Dolling, né. Desculpa aí o mau jeito, o jeitinho brasileiro. Por aqui a gente tem que mover mundos e fundos pra conseguir as coisas. Feliz natal antecipado pra você e pra sua família. Deus te abençoe.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Um homem que brinca de Deus

O começo da história de Artúrio Matim

Cansado de viver, o velho repousou a xícara na mesa. Reclamou do excesso de doce, “café deve ter gosto de café”, repetia. Num gesto lento, quase preguiçoso, olhou para uma parede, para a outra. Contemplou o retrato dos filhos pela sétima vez naquele dia.

Matim criou o hábito de esticar o andar das horas. Para evitar o tédio, fazia tudo de forma que gastasse mais tempo do que o necessário.

Ergueu-se. Comparou as cinco bengalas que tinha e demorou-se para escolher a mais apropriada para descer as escadas. Decidiu comprar mais uma, específica para aquele andar da mansão. Quando deu-se por satisfeito, optou pela de platina. Ele sempre descia andares com a de platina. Mas o processo de seleção empurrava o relógio.

Relampeou. Trovejou. Bem que seu joelho esquerdo lhe avisara de que iria chover. Foi para o jardim a fim de aproveitar a precipitação. Gostava de quando Deus chorava, parecia que ficavam mais próximos, achava que Ele ficava humano. Assim como quando Matim domina os homens e volta-e-meia brinca com suas vidas. Sentia-se mais divino.

No terrero, outra bengala o esperava, de ferro. Preferiu descalçar-se. Grama fria, as formigas escondidas, cheiro de nublado. Olhou para cima, a claridade das nuvens escuras o ofuscou. Fechou os olhos, à espera das lágrimas.

Mas Deus fungou e conseguiu segurar o choro.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O presente está velho

O ser humano é curioso e ansioso por si só. Quanto antes melhor. Quem não apertou o botão do elevador infinitas vezes, crente que chegará mais rápido?

As tecnologias digitais brindam o jornalismo com a rapidez de publicação. Se antes os nossos pais tinham que se contentar em ouvir o gol do Pelé, hoje eu quero ver o mais recente porre da Britney Spears enquanto ela estiver no hospital tomando glicose. Já. Não há tempo a perder.

A máquina fotográfica, que antes funcionava como um estilingue, configura-se como uma metralhadora. O carro de automobilismo é clicado dezenas de vezes enquanto passa na reta, a 300 km/h. Uma das fotos vai funcionar e, em minutos, aparecer na cobertura em tempo real na internet. No máximo, no jornal do dia seguinte. E se não for publicada, outro veículo o fará.

Em um segundo, capta-se qualquer coisa e em um minuto, com um cabo USB, a fotografia está num computador. O fotógrafo deu mole? Cinco minutos de Photoshop clareiam, escurecem, aumentam ou diminuem o que for preciso. Aquela pessoa incômoda, que estraga o enquadramento, pode ser retirada.

Tudo é fotografável. Os equipamentos são leves, práticos e enxergam objetos em grande velocidade a grandes distâncias. Até debaixo d'água.

E se você acha insuficiente, não se preocupe. Logo criarão a máquina que fotografa fantasmas e a máquina que fotografa o passado e o futuro. O presente está velho.

[Só no Brasil] Pulso, punho e cadeira

No Correio Braziliense de hoje:

“Roseana [Sarney, senadora do PMDB-MA] quebrou o pulso (sic) esquerdo na última sexta-feira e se encontra internada em um hospital de Brasília. Uma cadeira de rodas está pronta para a senadora votar em plenário”.

“(...) quebrou o pulso (sic) (...) Uma cadeira de rodas está pronta para a senadora votar em plenário”.

“(...) QUEBROU O PULSO (SIC) (...) UMA CADEIRA DE RODAS ESTÁ PRONTA PARA A SENADORA VOTAR EM PLENÁRIO”.

“(...) quebrou o PULSO (sic) (...) Uma CADEIRA DE RODAS está pronta para a senadora votar em plenário”.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

www.veja.com.br/historia

A revista Veja não é exemplo de bom jornalismo, longe disso. Porém, teve uma idéia fantástica. A publicação simulou, em seu endereço na internet, coberturas históricas de épocas em que Veja não existia.

Imagine Maquiavel nas páginas amarelas ou uma coluna de fofoca com Copérnico. É como se a revista estivesse em circulação no século 16.

Do achamento (isso mesmo, achamento) do Brasil à crise nuclear de 1962, o periódico fundado em 1968 escreve a história mundial, uma das funções do jornalismo. Tudo com o tradicional juízo de valor da revista, mas uma ótima diversão.

The Police apresenta suas armas

Será que só eu acho Os Paralamas do Sucesso muito (mas muito mesmo) melhor do que The Police?

Nunca que os estrageiros teriam qualidade para abrir um show dos feitos no Brasil.

Três coisas insuportáveis de ouvir (não necessariamente nessa ordem):

Beatles
Led Zeppelin
Pink Floyd

Ouça Rancho do vale na voz de Tião Carreiro e Pardinho e Bruno e Marrone.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Eu sou a favor da prorrogação da CPMF

E da redução dos impostos implícitos nas prateleiras;

Da redução dos gastos públicos;

Das verbas de gabinete;

Da demissão de aspones;

De sessões deliberativas de segunda a sexta;

De discutir o que realmente importa.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

O menor respeito pela menor

Colocar a responsabilidade de sucessivos estupros na vítima não é só uma falta de bom-senso, caráter, honestidade e humanidade. É burrice.

Constituição da República Federativa do Brasil, artigo quinto:

XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;

XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral.

O poder público sequer sabe as regras que o regem.

E vem cá: num vai acontecer nada com esses bandidos (os presos)? Ou cometer crime dentro da cadeia não é crime?

Gea

Gordos ganham garrafas galesas. Gim.

Gostosas, gasosas, geladas.

Gastam grandes galões guardando-as.

Guardam goles, gêmeos gratos.

Gigantes germanos gerenciam greve. Gulosos.

Grazineiam grosseiramente, gringos gastões, guerra garantida.

Guri grita, grávida geme. Gigantes gaguejam, gêmeos gesticulam, goros.

Guiados, granjeiam gim, golpe genial.

Retiro o que eu disse (em portunhol)

Hay que ser un assessor de mierda
Con una ideia de mierda
Chávez llamó los venezuelanos de mierda
Por considerar su decisión de mierda

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Sobre o a torcida do Flamengo ser tombada como patrimônio cultural carioca

Enquanto a torcida comemora por si mesma, já que não tem motivos para comemorar devido ao seu time, eu celebro o fato de ter mais títulos mundiais, continentais e nacionais que o Flamengo.

Eles tem Obina, o chulo. Nós temos Aloísio, o Chulapa.

Papai Joel presenteará este são-paulino, mas na Libertadores do ano que vem, quando nós eliminarmos os rubro-negros.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Lula nem precisa forçar o terceiro mandato

A oposição e a imprensa fazem questão de fazer isso por ele. Lula se faz de João-sem-braço, diz que nunca cogitou tal possibilidade. Então por que diabos esse assunto está em pauta?

Oras, ninguém cogita terceiro mandato para Aécio Neves. Alguém se lembra de algo semelhante para FHC?

Apenas Lula ganha com isso. A idéia permanece viva, sem o presidente repercuti-la. Se houver terceiro mandato, ótimo para os petistas. Se não, nada muda.

Chávez ainda cala os venezuelanos

Parem, por favor. Não nos enganemos com o resultado do referendo na Venezuela. Terá sido uma derrota para Chávez? Mesmo? Ah, esse buraco é mais embaixo e lá no fundo há muito petróleo a ser queimado.

Então a oposição ao bolivarismo ressurgiu, deixou de ser apática? Os estudantes venezuelanos conduziram o resultado da votação? Uai, a primeira vez que ouvi falar deles foi ao ler hoje, no Correio Braziliense, sobre uma suposta influência dos jovens.

O fascismo chavista não diminuiu, pelo contrário. Finalmente alguém orientou Hugo e ele tirou PROVEITO do resultado. Bancou o ético, o democrático, o que não frauda escrutínios. Até 2012, quando se encerra o atual mandato, muita coisa pode ser feita, mudada, planejada. E assim será.