"No dia em que o matariam, Santiago Nasar levantou-se às 5h30m da manhã".
Crônica de uma morte anunciada, de Gabriel García Márquez, Rio de Janeiro: Record, 2008, p. 9.
Não é spoiler, é o estilo de Gabriel García Márquez de começar romances: com impacto. Crônica de uma morte anunciada reflete os mitos verídicos da vida desse colombiano que escreve criativo como ficcionista e atento como jornalista. Muito da obra vem das experiências do autor, basta compará-la com a auto-biografia Viver para contar.
Se Truman Capote cunhou o romance de não-ficção, Crônica... é o jornalismo de romance. O narrador-personagem investiga e reconstrói um crime e os costumes provincianos de uma terra onde se escreve justiça com sangue e onde a verdade é secundária perante as aparências.
Sem a complexidade e a extensão do ápice Cem anos de solidão, o livro serve como introdução aos clássicos da literatura e, somado a Memórias de minhas putas tristes e Relato de um náufrago, como base para apreender a saga dos Buendía.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
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