Sou a favor da obrigatoriedade de diploma de jornalismo para repórteres, não para jornalistas.
Todo repórter é jornalista, mas nem todo jornalista é repórter, pode ser um articulista. O repórter encontra fatos e explica-os ao público; o articulista opina. Este deve conhecer o assunto de que trata, o que só terá com qualidade no ensino superior. Aquele deve conhecer métodos de entrevista e de pesquisa, o que só terá com qualidade no ensino superior de jornalismo. Ambos devem dominar a Língua Portuguesa.
(Excluamos as exceções como auto-didatas geniais).
O principal argumento contra a exigência, a liberdade de expressão, não passa de limbo retórico, de pretexto. Quando se pretende melhorar o jornalismo, levanta-se a blindagem oportunista da liberdade. Desejar qualificação dos profissionais da imprensa não atenta contra a ela, atenta contra a libertinagem.
Exigir o diploma dos repórteres não significa não mexer nos cursos de jornalismo. O da Universidade de Brasília por exemplo, um dos melhores, ensina mais a executar do que a pensar.
A decisão do Supremo Tribunal Federal não deve alterar a iniciativa privada, mas conduzirá a comunicação pública ao pandemônio. As assessorias de imprensa estarão à mercê dos concurseiros profissionais.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
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