Nos últimos dez anos uma mania de técnicos flagela o torcedor de futebol: a adiantação dos jogadores. O atleta não pode jogar uma temporada bem, mostrar recursos e repertório, que o chefe muda a posição dele, fazendo-o atuar mais avançado do que o de costume.
Segundo essa lógica, goleiro não pode ser goleiro, tem que ser líbero. Em vez de formar melhor os zagueiros, o clube exige que o goleiro corrija o trabalho deles e corte passes adversários. Assim, o guarda-metas joga adiantado e não raro toma gols em chutes fracos, mas indefensáveis quando se está mal-posicionado.
Hoje zagueiro com o mínimo de habilidade não pode ser zagueiro, como foi Beckenbauer, tem que ser volante ou lateral. Isso cria bizarrices como Alex Silva jogando no meio do Hamburgo, e os cruzamentos infrutíferos de Sergio Ramos na Espanha.
Hoje volante com bom passe não pode fazer a saída de bola, tem que ser o cérebro do time. Porém, mais à frente, são mais marcados e e obrigados a desempenhar funções que não sabem, como aconteceu com Hernanes e Íbson.
O meia-atacante, a posição mais rara do futebol, não pode organizar as jogadas, tem que ser o segundo atacante. Assim, os demais jogadores de frente e ele pegam menos na bola porque o armador não está onde deveria para recebê-la e passá-la.
Se um jogador vai bem em uma posição, deve ficar nela para manter o rendimento e não desperdiçar o potencial.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
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