quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Suplício

Muitos assuntos entopem as minhas coronárias. Um que martela a minha saúde cardio-vascular nos últimos dias é a suplência de senador.

Analistas políticos, abutres intelectuais, adoram dizer que o suplente é senador sem voto. Errado. Na campanha cabe ao eleitor descobrir quem é o suplente do candidato porque o suplente elege-se junto, como um vice, grosso modo.

Em 2006 os cartazes do então candidato Joaquim Roriz traziam no canto inferior direito os dizeres: "suplente: Gim Argello". Então, Gim, como qualquer suplente, tem votos sim: os de Roriz.

Outra falácia é a de que suplente não deve satisfação à população. Deve sim. Todos que atuam no poder público devem: o empresário que venceu licitação, o concursado, o detentor de mandato.

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